Como remover tártaro do dente do cão: 7 formas eficazes
Se você já chegou perto do focinho do seu cão e sentiu aquele bafo forte, ou percebeu uma crosta amarelada grudada nos dentinhos dele, saiba que provavelmente está diante de um caso de tártaro no dente do cão. O problema é muito mais comum do que parece — e mais sério do que a maioria dos tutores imagina.
O tártaro não é apenas uma questão estética. Quando ignorado, ele pode evoluir para gengivite, periodontite, infecções bucais e até comprometer órgãos vitais como coração e rins. A boa notícia é que existem formas de tratar e, principalmente, prevenir — algumas delas você pode colocar em prática hoje mesmo em casa.
Neste guia completo, você vai conhecer as 7 formas mais eficazes de remover o tártaro do dente do cão, entender quando a intervenção veterinária é indispensável e descobrir quais produtos realmente funcionam.
O que é o tártaro e por que ele aparece nos dentes do cão?
O tártaro é a mineralização da placa bacteriana. Toda vez que seu cão come, restos de alimento e bactérias se depositam sobre o esmalte dos dentes formando uma película chamada placa. Se essa placa não é removida regularmente por escovação ou atrito mecânico, ela absorve minerais da saliva e endurece — transformando-se em tártaro.
Uma vez mineralizado, o tártaro não sai com escovação simples. Ele adere firmemente ao dente e só pode ser removido por raspagem mecânica ou procedimento ultrassônico.
Alguns fatores que aceleram o acúmulo:
- Dieta baseada exclusivamente em ração úmida ou alimentos pastosos
- Ausência de escovação ou higiene bucal regular
- Raças com dentes comprimidos (como Bulldogs, Pugs e Shih Tzus)
- Predisposição genética
- Água com alto teor de minerais
Como identificar? Os sinais mais comuns são: crosta amarelada ou marrom nos dentes (especialmente na base junto à gengiva), mau hálito intenso, gengivas avermelhadas ou que sangram, dificuldade para mastigar e menor interesse por alimentos sólidos.
O tártaro é realmente perigoso?
Sim, e mais do que parece. As bactérias alojadas no tártaro não ficam restritas à boca. Elas podem cair na corrente sanguínea e atingir órgãos vitais — um fenômeno chamado bacteremia. Estudos veterinários associam a doença periodontal não tratada a problemas cardíacos (especialmente endocardite), insuficiência renal e disfunções hepáticas em cães.
Além disso, a dor bucal causada pelo tártaro avançado pode fazer o cão comer menos, perder peso, ficar mais quieto e menos ativo — sinais que muitos tutores confundem com “cansaço da idade”.
7 formas eficazes de remover o tártaro do dente do cão
Abaixo você encontra um panorama completo: desde os métodos que você pode usar em casa até os procedimentos que só um veterinário pode realizar.
1. Escovação dental regular com pasta enzimática
A escovação é o método mais eficaz de prevenção e controle inicial do tártaro. Quando feita regularmente — idealmente todos os dias, ou no mínimo três vezes por semana — ela remove a placa antes que ela se mineralize.
É fundamental usar escova dental específica para cães (com cerdas macias e cabo anatômico) e pasta de dente enzimática para cães. Jamais use pasta dental humana: os fluoretos e agentes de espuma presentes nela são tóxicos para cães.
As pastas enzimáticas contêm enzimas (como glicose oxidase e lactoperoxidase) que combatem as bactérias da placa de forma química, potencializando a ação mecânica da escova. Elas geralmente vêm em sabores atrativos como frango, carne ou bacon, facilitando a aceitação do animal.
Para cães que ainda não estão acostumados, comece deixando o animal lamber a pasta da ponta do dedo, depois introduza a escova aos poucos. A adaptação pode levar algumas semanas, mas vale cada minuto de paciência.
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2. Snacks e petiscos dentais
Os petiscos dentais — como os Dentastix da Pedigree e produtos similares — foram desenvolvidos especificamente para reduzir o acúmulo de placa e tártaro. Eles agem por atrito mecânico: a textura borrachuda e as ranhuras do petisco “escovam” a superfície dos dentes enquanto o cão mastiga.
Alguns produtos também contêm ingredientes ativos como tripolifosfato de sódio, que auxilia na redução do cálcio disponível para mineralização da placa.
Importantes pontos de atenção:
- Os snacks dentais complementam a escovação, mas não a substituem
- Escolha o tamanho adequado para o porte do seu cão
- Verifique a quantidade calórica — pet obeso não deve consumir sem orientação
- Ofereça 1 unidade por dia, de preferência após as refeições
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3. Spray dental para cão
O spray dental é uma opção prática para tutores que têm dificuldade de realizar a escovação. Ele é aplicado diretamente sobre os dentes e gengivas, geralmente uma ou duas vezes ao dia, e age por meio de componentes antimicrobianos e enzimáticos que reduzem a carga bacteriana da boca.
Embora o efeito seja inferior ao da escovação mecânica, o spray dental é uma alternativa válida para:
- Cães que não toleram escova
- Uso como complemento entre as escovações
- Tutores com limitações de tempo ou mobilidade
- Manutenção pós-limpeza veterinária
Procure produtos com componentes como clorexidina (em concentrações seguras para uso oral veterinário), extrato de tomilho ou zinco, que possuem propriedades antibacterianas comprovadas.
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4. Mordedores e brinquedos dentais de borracha
Mordedores de borracha resistente — especialmente os modelos com sulcos, protuberâncias e canais — promovem a limpeza mecânica dos dentes durante a brincadeira. Quando o cão morde e mastiga o brinquedo, a superfície texturizada fricciona o esmalte e remove parte da placa acumulada.
Alguns mordedores dentais possuem espaço para inserção de pasta dental, potencializando ainda mais o efeito limpante. São especialmente úteis para cães filhotes (na fase de troca de dentes) e para raças muito ativas que precisam de estímulo de mastigação.
Dicas de escolha:
- Opte por borracha natural ou nylon resistente, sem BPA
- Escolha o tamanho adequado ao porte — mordedores pequenos representam risco de engasgamento em cães grandes
- Prefira modelos com certificação veterinária
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5. Aditivos para água (soluções antitártaro)
Os aditivos para água são produtos líquidos que se adicionam ao bebedouro do cão diariamente. Eles contêm agentes antibacterianos e quelantes que atuam sobre a placa e retardam a formação do tártaro. A grande vantagem é a praticidade: basta adicionar algumas gotas ou colheres à água e o cão “faz o tratamento” enquanto bebe normalmente.
São uma boa opção de suporte para cães que recusam qualquer tentativa de escovação. Contudo, como no caso do spray, não substituem a higienização mecânica.
Sempre verifique a bula e escolha produtos registrados junto ao Ministério da Agricultura — existem no mercado produtos sem qualquer comprovação de eficácia.
6. Ração seca (dieta de suporte à saúde dental)
A consistência da alimentação tem impacto direto sobre o acúmulo de tártaro. Rações secas promovem maior atrito sobre os dentes durante a mastigação, ajudando a reduzir a placa em comparação com alimentos úmidos ou pastosos.
Algumas linhas de ração premium possuem formulações específicas para saúde bucal, com croquetes de granulometria e textura desenvolvidas para promover esse efeito de “escovação natural”. Existem também rações terapêuticas indicadas por veterinários para cães com histórico de doença periodontal.
Cães alimentados com dieta natural (BARF, RAW ou cozida) sem nenhum complemento de higiene bucal podem ser mais propensos ao acúmulo de tártaro — nesses casos, as demais estratégias desta lista se tornam ainda mais importantes.
7. Limpeza profissional pelo veterinário (raspagem e ultrassom)
Quando o tártaro já está instalado de forma moderada a intensa, nenhum método doméstico é suficiente para removê-lo. A única forma segura e eficaz de eliminar o tártaro já mineralizado é por meio de um procedimento de profilaxia dental veterinária.
O processo geralmente funciona assim:
- Avaliação prévia: o veterinário examina os dentes e gengivas e solicita exames pré-anestésicos (hemograma, bioquímica)
- Sedação ou anestesia geral: necessária para garantir segurança e conforto do animal durante o procedimento
- Raspagem ultrassônica: um aparelho de ultrassom remove o tártaro das superfícies dentárias sem danificar o esmalte
- Curetagem subgengival: se necessário, é feita a limpeza abaixo da linha da gengiva
- Polimento: os dentes são polidos para retardar a nova aderência de placa
- Avaliação de extrações: dentes muito comprometidos podem precisar ser extraídos
O procedimento é seguro quando realizado por médico veterinário habilitado e com monitoramento anestésico adequado. O pet fica em observação por algumas horas e normalmente retorna a casa no mesmo dia.
Frequência recomendada: para cães sem higiene bucal regular, uma limpeza profissional anual é o ideal. Para cães com escovação frequente e uso de produtos auxiliares, o intervalo pode ser maior — mas sempre conforme avaliação do veterinário.
Tabela comparativa: os 7 métodos em resumo
| Método | Remove tártaro existente? | Previne novo tártaro? | Facilidade de uso | Custo estimado |
|---|---|---|---|---|
| Escovação com pasta enzimática | Placa inicial (não tártaro mineralizado) | Muito alta | Requer adaptação | Baixo |
| Snacks dentais | Placa inicial | Moderada | Alta | Baixo a médio |
| Spray dental | Não | Moderada | Muito alta | Baixo a médio |
| Mordedor dental de borracha | Placa inicial | Moderada | Alta | Baixo |
| Aditivo para água | Não | Baixa a moderada | Muito alta | Baixo a médio |
| Ração seca adequada | Não | Baixa a moderada | Alta | Variável |
| Limpeza veterinária profissional | Sim (completa) | Alta (com manutenção) | Baixa (requer consulta) | Médio a alto |
Quando só o veterinário resolve?
Existem situações em que adiar a consulta veterinária pode piorar consideravelmente o quadro. Leve seu cão ao veterinário se você observar:
- Tártaro espesso, marrom ou enegrecido cobrindo boa parte dos dentes
- Gengiva visivelmente inflamada, retraída ou sangrando com frequência
- Dentes moles ou que já se deslocaram
- Mau hálito muito intenso e persistente mesmo após higiene
- Dificuldade para mastigar, recusa por alimentos sólidos ou perda de peso inexplicada
- Presença de pus ou secreção próximo à gengiva
Nesses casos, o tártaro já pode ter evoluído para doença periodontal — um estágio mais grave que exige tratamento especializado.
Como criar uma rotina de higiene bucal para o seu cão
A prevenção é sempre o caminho mais barato e menos estressante. Criar uma rotina consistente de cuidados bucais evita que o problema apareça — ou que volte com força após uma limpeza veterinária.
Sugestão de rotina semanal:
- Todos os dias: ofereça um snack dental após a principal refeição
- 3x por semana (mínimo): escovação com pasta enzimática
- Diariamente: adicione solução antitártaro à água (opcional, como suporte)
- A cada 2-3 dias: ofereça um mordedor dental para sessões de mastigação
- 1x por ano: consulta veterinária com avaliação bucal completa
Cães filhotes devem começar a ser acostumados com a escovação o mais cedo possível — idealmente a partir dos 3 meses de idade. Quanto antes o hábito for introduzido, mais fácil será mantê-lo ao longo da vida do animal.
Produtos indicados para a saúde bucal do cão
Para facilitar a sua busca, reunimos os tipos de produtos mais recomendados por veterinários para combater e prevenir o tártaro no dente do cão:
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- Snacks e petiscos dentais para cães no Mercado Livre
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- Mordedores dentais de borracha no Mercado Livre
Perguntas frequentes sobre tártaro em cães
Posso raspar o tártaro do meu cão em casa com um objeto?
Não. Tentar raspar o tártaro com palitos, espátulas ou qualquer utensílio caseiro é perigoso. Você pode machucar a gengiva, causar microlesões no esmalte e introduzir infecções. Esse procedimento deve ser feito exclusivamente por médico veterinário com equipamento adequado.
Com que frequência devo levar meu cão ao veterinário para limpeza dental?
Para cães sem rotina de higiene bucal em casa, recomenda-se pelo menos uma avaliação anual com possível profilaxia. Para cães com escovação frequente e uso de produtos auxiliares, o veterinário pode indicar intervalos maiores após avaliação.
Filhotes também desenvolvem tártaro?
Filhotes raramente desenvolvem tártaro antes de ter os dentes definitivos. Porém, iniciar os hábitos de higiene bucal ainda na fase de filhote é fundamental para que o adulto aceite bem a escovação e outros cuidados.
Cães de pequeno porte têm mais tártaro?
Sim. Raças de pequeno porte e braquicefálicas (focinho achatado) tendem a acumular mais tártaro porque seus dentes ficam mais próximos entre si, facilitando o acúmulo de placa em áreas de difícil acesso. Essas raças geralmente precisam de cuidados bucais ainda mais frequentes.
Nota importante: As informações deste artigo têm caráter educativo e não substituem a avaliação de um médico veterinário. O diagnóstico e o tratamento da doença periodontal em cães devem ser sempre realizados por um profissional habilitado. Em caso de dúvidas sobre a saúde bucal do seu pet, consulte seu veterinário de confiança.
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