Levar o pet de avião é possível — mas requer planejamento antecipado. As companhias aéreas brasileiras têm regras específicas sobre tamanho do animal, tipo de transportadora e documentação, e descumpri-las pode significar seu pet sendo impedido de embarcar no aeroporto.
O processo envolve mais burocracia do que muita gente imagina: atestado veterinário, reserva de espaço com antecedência, transportadora homologada e, dependendo do destino, exigências sanitárias específicas. Mas tudo tem solução quando você sabe o que está fazendo.
Este guia reúne as informações mais importantes sobre como viajar de avião com cachorro ou gato no Brasil — e como preparar seu animal para a experiência.
Regras gerais das companhias aéreas brasileiras
Cada companhia tem suas próprias regras, mas há pontos comuns entre LATAM, Gol e Azul:
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Animais na cabine (junto com o tutor)
- Peso máximo: geralmente 10 kg (animal + transportadora). Algumas companhias aceitam até 8 kg.
- A transportadora deve caber embaixo do assento da frente (dimensões máximas variam: cerca de 35x25x23 cm).
- O animal não pode sair da transportadora durante o voo.
- Reserva antecipada obrigatória — há limite de pets por voo.
- Taxa adicional cobrada (valor varia por companhia e trecho).
Animais no porão (cargo)
- Cães e gatos maiores viajam no compartimento de carga pressurizado e climatizado.
- A transportadora deve ser homologada pela IATA (norma IATA LAR — Live Animal Regulations).
- Dimensões mínimas: o animal deve conseguir ficar de pé, sentar, deitar e virar-se completamente dentro da caixa.
- Exigências de ventilação e travas de segurança específicas.

Documentação necessária
Para voos domésticos no Brasil:
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- Atestado de saúde veterinário: emitido com antecedência máxima de 10 dias do embarque. Deve conter: dados do animal, vacinação em dia (raiva obrigatória), ausência de sinais de doença.
- Carteira de vacinação atualizada.
- Reserva de espaço feita diretamente com a companhia aérea (não basta comprar a passagem humana).
Para voos internacionais, as exigências variam conforme o país de destino e podem incluir microchip, exames sorológicos para raiva (com antecedência de meses) e certificado internacional de saúde emitido pelo MAPA (Ministério da Agricultura). Pesquise com pelo menos 6 meses de antecedência para destinos internacionais.
Como escolher a transportadora ideal
Para animais que vão no porão, a transportadora precisa atender às normas IATA:
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- Material rígido (polipropileno), sem deformações
- Ventilação em pelo menos três lados
- Travas de segurança que impeçam abertura acidental
- Piso firme com possibilidade de absorver líquidos
- Etiqueta “Live Animal” visível
O tamanho correto é fundamental: o animal deve conseguir ficar de pé sem curvar a cabeça, sentar confortavelmente e virar o corpo completamente. Uma transportadora apertada gera estresse e pode ser recusada no aeroporto.
Para animais que viajarão na cabine, transportadoras de tecido rígido ou semi-rígido são aceitas na maioria das companhias, desde que caibam embaixo do assento.

Como preparar o pet para a viagem
Habituação à transportadora (semanas antes)
O maior erro é só colocar o animal na transportadora no dia do voo. Introduza a caixa em casa com antecedência: deixe aberta no ambiente, coloque a caminha ou roupinha com cheiro do tutor dentro, ofereça petiscos dentro. O objetivo é que o animal veja a transportadora como um lugar seguro, não como uma ameaça.
Jejum antes do embarque
Veterinários geralmente recomendam não alimentar o animal nas 4-6 horas antes do voo — reduz o risco de enjoo e náusea. Água pode ser oferecida livremente até o momento do embarque.
Sedativos: cuidado redobrado
A maioria dos veterinários e companhias aéreas é contrária ao uso de sedativos para o voo — especialmente para animais no porão. A sedação compromete a capacidade do animal de regular a temperatura corporal e se equilibrar, aumentando o risco de complicações. Em altitude, os efeitos podem ser imprevisíveis.
Se o seu animal for muito ansioso, converse com o veterinário sobre suplementos naturais calmantes (não sedativos) como Zylkene, Adaptil (para cães) ou Feliway (para gatos) — alguns podem ser usados com mais segurança. A decisão deve ser sempre veterinária, nunca por conta própria.
No aeroporto
- Chegue com pelo menos 2 horas de antecedência — o check-in de animais tem etapas extras.
- Leve toda a documentação em mãos (não na mala).
- Lembre-se de levar água e petiscos para oferecer antes do embarque.
- Faça o animal se exercitar antes de entrar na transportadora — um pet cansado é um pet mais tranquilo.
Raças que precisam de atenção especial
Raças braquicefálicas (focinho achatado) como Buldogue, Pug, Shih Tzu, Persa e Himalaia têm maior risco em voos — especialmente no porão. O estresse e o calor agravam os problemas respiratórios dessas raças. Muitas companhias têm restrições específicas para elas. Consulte a companhia antes de reservar e converse com o veterinário com antecedência.
Veja também: Pet friendly no Brasil: hotéis, pousadas e destinos que aceitam animais.
Diferença entre transporte na cabine e no compartimento de carga
Pets pequenos (geralmente até 10kg somando o peso do animal e da transportadora) podem viajar na cabine, junto ao tutor, sob o assento da frente — opção preferida sempre que possível pelo menor estresse térmico e visual ao animal. Pets maiores precisam viajar no compartimento de carga pressurizado e climatizado, uma experiência mais estressante mas geralmente segura quando as regras da companhia aérea são seguidas rigorosamente, incluindo restrições sazonais de temperatura que muitas companhias aplicam para proteger os animais de extremos de calor ou frio durante o transporte em solo.
Existe seguro viagem específico para pets voando de avião?
Sim, algumas seguradoras oferecem cobertura específica para imprevistos durante viagem aérea com animais, sendo uma opção adicional de segurança para quem viaja com frequência ou em trajetos longos e complexos.
Água deve ser oferecida ao pet durante o voo?
A maioria das companhias recomenda gelo em vez de água líquida no compartimento de carga, evitando derramamento durante o transporte, com o gelo derretendo gradualmente e oferecendo hidratação ao longo do trajeto.
Perguntas frequentes sobre viagem de avião com pet
Sedativo é recomendado para viagem de avião com pet?
Geralmente não é recomendado pelas próprias companhias aéreas e veterinários, já que sedação pode interferir na regulação de temperatura corporal e equilíbrio do animal durante alterações de pressão, sendo mais seguro usar transportadora adequada sem medicação.
Raças braquicefálicas podem viajar de avião sem restrição?
Muitas companhias aéreas têm restrições específicas ou até proibição para raças de focinho curto no compartimento de carga, devido ao maior risco respiratório dessas raças em condições de estresse e alteração de pressão durante o voo.
Documentação exigida para viagem aérea com pet é a mesma para voos nacionais e internacionais?
Não, voos internacionais exigem documentação bem mais extensa, incluindo certificados sanitários internacionais e, dependendo do país de destino, período de quarentena ou exames específicos adicionais.
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Este artigo tem caráter informativo.



